«O responsável da Quetzal, que anunciou, em Lisboa, a publicação da “Nova Gramática do Latim” para 15 de março, lembrou que este é “um instrumento que não era renovado há mais de 50 anos”.

O filólogo Frederico Lourenço, Prémio Pessoa em 2016, disse por seu lado que a gramática mais utilizada que existia datava da década de 1950, “do tempo do fascismo” e dos seus programas de ensino, “com uma série de parâmetros e uma maneira de olhar o estilo da língua, completamente diferente” desta “Nova Gramática do Latim”, que pretende ser para todos, estudantes e professores e curiosos.

Para esta gramática, o investigador afirmou que recolheu os mais diversos autores e teve em conta as mais variadas origens, dos autores eruditos até ao ‘grafito’ do soldado romano, que permaneceu até aos dias de hoje, desde epitáfios do século II antes de Cristo ao epitáfio do Papa Gregório V, que morreu no ano de 999.»