Biografia.

Frederico Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963. Licenciou-se, em 1988, em Línguas e Literaturas Clássicas na Universidade de Lisboa, onde mais tarde se doutorou com uma tese sobre os cantos líricos de Eurípides, tendo sido aprovado por unanimidade por um júri que incluiu Maria Helena da Rocha Pereira (Universidade de Coimbra) e James Diggle (Universidade de Cambridge). A tese foi publicada com o título The Lyric Metres of Euripidean Drama (Coimbra, Classica Digitalia, 2011). De 1989 a 2009, foi docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Desde novembro de 2009, é professor associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

© Pedro Loureiro | Revista LER

Entre 1990 e 1994 foi crítico de cinema no jornal Público. Durante o mesmo período, colaborou com a Cinemateca Portuguesa na elaboração de textos sobre cinema e de diversos catálogos e publicou ensaios de crítica literária nas revistas Journal of Hellenic Studies, Classical QuarterlyEuphrosyneHumanitas e Colóquio/Letras. Foi também colaborador do jornal Independente com artigos sobre dança e música clássica.

Em 2006, o seu romance Pode Um Desejo Imenso recebe por unanimidade o Prémio Europa/David Mourão Ferreira numa iniciativa conjunta da Universidade de Bari, do Instituto Camões e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Tendo-se dedicado durante anos ao estudo e tradução da poesia grega (com destaque para Homero), começou a voltar-se também para outros interesses a partir de 2007: estudos bizantinos, germanística e história da dança.

A 10 de abril de 2008, estreou, com grande êxito crítico, no Teatro da Cornucópia de Lisboa, a sua versão da peça Don Carlos, de Friedrich Schiller, com encenação de Luis Miguel Cintra. Em 2009, é galardoado com o Prémio PEN Clube Português para Ensaio, com Novos Ensaios Helénicos e Alemães.

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O seu trabalho como tradutor tem sido considerado como um grande contributo para a cultura portuguesa, sendo as suas traduções diretamente do grego dos textos de Homero as grandes referências para o estudo destas obras em Portugal: Ilíada, incluída no Plano Nacional de Leitura, e Odisseia, galardoada com o Prémio Dom Dinis 2004 e com o Grande Prémio Tradução Literária APT/APE 2004.

Em 2016, Frederico Lourenço publica o primeiro volume do mais ambicioso projeto enquanto tradutor até à data: a tradução da Bíblia grega, diretamente do texto original. Os textos serão publicados, na íntegra, em seis volumes, até 2020.

Em dezembro de 2016, o autor é reconhecido com o Prémio Pessoa, concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período — e na sequência de uma atividade anterior — tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica de Portugal.

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